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Estudante Quebra Recorde Mundial ao Ficar 11 Dias Sem Dormir em Experimento Histórico

Randy Gardner, de 17 anos, enfrentou alucinações e perda de memória durante o desafio; Guinness deixou de registrar tentativas por riscos à saúde

Por Redação 01/04/2025 10h10 - Atualizado em 01/04/2025 10h10
Estudante Quebra Recorde Mundial ao Ficar 11 Dias Sem Dormir em Experimento Histórico
Randy Gardner - Foto: Reprodução internet


Em 1964, Randy Gardner, um estudante de 17 anos de San Diego, Califórnia, entrou para a história ao estabelecer o recorde mundial de maior tempo sem dormir. Durante 11 dias e 25 minutos (264 horas), ele permaneceu acordado como parte de um experimento escolar supervisionado por médicos e cientistas. O objetivo era estudar os efeitos da privação extrema de sono no corpo e na mente humana.

O experimento, conduzido sob a orientação do renomado especialista em sono William C. Dement, revelou consequências alarmantes. Gardner apresentou sintomas como alucinações, dificuldades cognitivas, perda de memória e irritabilidade. Apesar dos desafios, o jovem conseguiu completar o desafio sem danos permanentes, graças ao monitoramento rigoroso da equipe médica.

Devido aos riscos associados à privação prolongada de sono, o Guinness World Records decidiu, anos depois, deixar de registrar tentativas nessa categoria. A medida visa proteger a saúde dos participantes, já que a falta de sono pode levar a sérios problemas físicos e mentais, incluindo colapso do sistema imunológico e psicose.

O caso de Randy Gardner continua sendo um marco na pesquisa sobre o sono, destacando a importância do descanso adequado para o funcionamento do corpo e da mente. Hoje, especialistas alertam para os perigos de ignorar as necessidades básicas de sono, recomendando entre 7 e 9 horas diárias para adultos.