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Alagoas lança Observatório da Desinformação para combater fake news nas eleições
Comitê Gestor será responsável por realizar estudos, oferecer suporte jurídico e promover campanhas educativas para alertar a população

Alagoas se tornou, nesta quarta-feira (26), o primeiro estado brasileiro a lançar oficialmente um Núcleo de Integridade da Informação, iniciativa pioneira voltada ao enfrentamento das fake news e à promoção da educação midiática. O anúncio foi feito durante o XXIII Encontro Nacional do Colégio de Dirigentes das Escolas Judiciárias Eleitorais (Codeje), realizado no hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió.
A criação do núcleo integra as ações do recém-apresentado Observatório da Desinformação, coordenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Eleitoral (MPE), Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) e Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com apoio institucional do Governo do Estado.
O presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), Carlos Cavalcanti, destacou a importância do projeto, levando em consideração as eleições gerais de 2026 em todo o país.
"O Observatório da Desinformação une as instituições e os tribunais. Vamos dar o apoio didático e científico necessário para que quadros sejam treinados, no sentido de educar, evitar a disseminação de informações desinformadas, informações falsas, principalmente levando em consideração que, no próximo ano, nós teremos eleições gerais. E eleições gerais que serão difíceis diante de um país com uma sociedade muito polarizada, como está atualmente o Brasil e o estado de Alagoas", disse ele.
Representando o Executivo estadual, o secretário de Comunicação, Wendel Palhares, destacou a importância do projeto, que nasce como resposta urgente à crescente onda de desinformação que impacta decisões sociais, políticas e sanitárias. “O Núcleo de Integridade da Informação vai atuar de forma transversal, com subnúcleos especializados em áreas como saúde, meio ambiente, segurança pública, justiça e direitos humanos”, afirmou.
De acordo com o secretário, a ideia é garantir à sociedade ferramentas confiáveis para checar conteúdos e fortalecer a educação midiática. “A desinformação gera prejuízos concretos: influencia decisões de saúde pública, afeta a credibilidade das instituições e fomenta discursos de ódio. Precisamos combater isso com estratégia, responsabilidade e verdade”, reforçou.
Palhares também lembrou dos impactos das fake news durante a pandemia da covid-19. “Muitas famílias deixaram de vacinar seus filhos por acreditarem em mentiras disseminadas nas redes. Não podemos permitir que inverdades sigam moldando comportamentos e colocando vidas em risco”, pontuou.
O núcleo atuará em articulação com instituições de ensino e pesquisa como a Ufal, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto também prevê campanhas educativas, produção de pesquisas, formação de multiplicadores e o desenvolvimento de tecnologias voltadas à verificação de conteúdos digitais.
“O Observatório é apenas o começo. O Núcleo de Integridade da Informação será um espaço de ação concreta, que posiciona Alagoas como referência nacional na promoção da integridade informacional e na proteção da democracia”, concluiu Wendel Palhares.

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