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Dr. JHC é detido por suspeita de agressão contra namorada; “cena do crime” pode ter sido alterada
O irmão do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, foi detido por suspeita de violência doméstica.

Trata-se do médico João Antônio Holanda Caldas, que chegou a usar a “marca” de dr JAC, mas mudou o nome nas eleições de 2022. Ele foi candidato a deputado federal como Dr. JHC. Em algumas das suas propagandas eleitorais era usada a foto do seu irmão JHC, como se fosse ele o candidato.

Em 2022 ele foi candidato a deputado federal, mas não conseguiu ser eleito. O nome de Dr. JHC teria sido sugestão do prefeito JHC, que disse na campanha que confiava plenamente no irmão dele e que ele daria continuidade ao trabalho que fez na Câmara dos Deputados.
“Nas suas veias corre o meu sangue”, disse JHC sobre Dr JHC na campanha eleitoral.
O caso
O médico foi detido por policiais militares, acusado de agressão contra a namorada, a cirurgiã-dentista Isadora Martins. Dr. JHC foi levado para a Central de Flagrantes, em Maceió, onde foi ouvido pelo delegado Vinicius Ferrari.
Existem suspeitas de que a cena do crime pode ter sido adulterada ante suposta intervenção de militares ligados a assessoria militar da prefeitura de Maceió.
Segundo um servidor da Polícia Civil, que acompanhou a chegada e o depoimento de Dr. JHC na Central de Flagrantes, o caso é típico de violência doméstica, mas aparentemente houve interferência política ou de outro tipo na ocorrência.
“Em casos como esse, de violência contra a mulher, normalmente em 15 minutos os envolvidos chegam a Central de Flagrantes. Nesse episódio o estranho é que entre a chegada da PM no local da ocorrência até a transferência do acusado para a Central de Flagrantes foram mais de duas horas”, aponta.
A namorada de Dr. JHC também só chegou a Central de Flagrantes depois de duas horas e, segundo o servidor da PC, estranhamente após ser retirada do local da ocorrência por um PM que prestaria serviço para a prefeitura de Maceió.
Na Central de Flagrantes Isadora teria negado a ocorrência de agressão física. Após depoimento ela saiu acompanhada de um advogado.
Dr. JHC teria tido a ajuda de um delegado que não estava de plantão e chegou ao local antes dele e o acompanhou na Central de Flagrantes. Em seguida, após depoimento, o irmão do prefeito foi liberado.
O caso está cercado de suspeitas de adulteração da “cena do crime”. Incluindo a chegada no local da ocorrência de um assessor militar da prefeitura de Maceió.
“Foi esse militar, que também é comissionado e nomeado pelo prefeito JHC, que chegou ao local e saiu com a vítima. E ele só levou a vítima para depor duas horas depois, após ter sido alertado por telefone por um superior fe que poderia sofrer punição severa se continuasse a interferir na investigação. Essa interferência será apurada pela PC”, avisa o servidor da PC.
As informações foram confirmadas pela assessoria da Secretaria de Segurança Pública.
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