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Usina Laginha já dispõe de R$ 1,2 bilhão para pagar aos credores
As informações vêm da coluna de Ricardo Mota, no portal TNH1. O fundador, o ex-senador, ex-deputado federal por Alagoas e empresário João Lyra, de 90 anos, morreu na última quinta-feira (12).
O colunista Ricardo Mota, do TNH1, traz em seu último texto, a Usina Laginha, em União dos Palmares, já estaria dispondo de R$ 1,2 bilhão para pagar seus débitos aos credores.
O fundador, o ex-senador, ex-deputado federal por Alagoas e empresário João Lyra, de 90 anos, morreu na última quinta-feira (12). Ele estava há semanas internado na UTI de um hospital particular em Maceió por causa de uma broncoaspiração, que acontece quando o alimento entra pelas vias aéreas.
Confira na íntegra as informações.
Por RICARDO MOTA - Portal TNH1
Estes recursos já estão disponíveis na 9ª Vara da Justiça Federal da SJDF – Brasília -, que deverá encaminhá-los ao Juízo Universal, em Coruripe, que decide as questões relativas à Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A.
Só que a demora na transferência da grana segue a mesma lógica e tempo das causas bilionárias.
O montante aqui definido é resultado de dois pagamentos de precatórios, pela União, decorrentes da Ação 4870 – do Grupo JL contra o extinto IAA (diferença de preço do pagamento do açúcar vendido pelas empresas).
Foram dois os pagamentos feitos pela União: o primeiro, no valor de R$ 691.000.000,00; e o segundo, de R$ 914.292.843,73, sendo 55% da Massa Falida, o que corresponde ao montante de R$ 502.861.064,00 (total: R$ 1.193.861.064,00).
O dinheiro é mais do que suficiente, acreditam os advogados ouvidos pelo blog – Felipe de Pádua e Carlos Eduardo Correia da Rocha -, para pagar aos 19 mil credores, que aguardam o desfecho da causa.
Eles consideram a demora injustificada, já que não teria, a essa altura, qualquer impedimento legal para o repasse dos recursos ao chamado Juízo Universal.
Lembrando
O Grupo JL (Usina Laginha) pediu recuperação judicial, em janeiro de 2008, mas terminou por ter a falência decretada em fevereiro de 2014.
Como sempre ocorre nas questões envolvendo recursos de grande monta, o processo vem se arrastando desde então, entre os mais variados recursos.
Agora, disseram os advogados, não há mais nenhum impedimento para que o dinheiro chegue à conta da Massa Falida da Laginha.